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Selo Ruído e IBAMA: como a conformidade ambiental resulta em equipamentos silenciosos e eficientes
Em uma cozinha profissional em horário de pico, o ruído deixa de ser incômodo e vira problema operacional. Comanda repetida três vezes porque ninguém escutou, comunicação por gesto entre a praça quente e a expedição, atendente que precisa levantar a voz para confirmar um pedido no balcão. Em operações com cozinha aberta ou balcão integrado ao salão, o som do equipamento chega ao cliente junto com o prato.
A boa notícia é que ruído tem regulação, tem medida e tem projeto por trás. No Brasil, um equipamento silencioso é um equipamento que passou por avaliação de conformidade. E, na engenharia, som baixo raramente é acaso: costuma indicar decisões corretas de projeto que também afetam durabilidade, consumo e vida útil.
O que é o Selo Ruído
O Selo Ruído indica o nível de potência sonora do produto, medido em decibel ponderado A, dB(A). Foi instituído pela Resolução CONAMA nº 20, de 7 de dezembro de 1994, dentro do programa nacional de controle da poluição sonora coordenado pelo IBAMA. A avaliação da conformidade é operacionalizada pelo INMETRO, hoje pela Portaria nº 6, de 5 de janeiro de 2022, que aprova os requisitos de avaliação da conformidade para potência sonora e torna a certificação compulsória para categorias como liquidificadores.
Na prática, o selo informa quanto ruído a máquina emite em condição normalizada de ensaio, com laudo emitido por organismo de certificação acreditado. É um dado comparável entre fabricantes, diferente da percepção subjetiva de quem liga dois equipamentos lado a lado na loja.
A Skymsen fabrica equipamentos com Certificação INMETRO e Selo Ruído, em conformidade com as regulamentações do INMETRO e do IBAMA, e que atendem aos requisitos da NR-12.
Por que ruído baixo indica engenharia melhor
Ruído em máquina rotativa não surge do nada. Ele vem de causas identificáveis:
| Desbalanceamento e vibração: motor mal balanceado transfere vibração para a carcaça e para a bancada. A vibração acelera o desgaste de rolamentos, afrouxa fixações e reduz a vida útil do conjunto. |
| Folgas e atrito na transmissão: engrenagens com folga, correias mal tensionadas e acoplamentos imprecisos geram batimento sonoro e perda mecânica. |
| Ressonância estrutural: chapas finas e estruturas com solda mal distribuída amplificam a frequência do motor, funcionando como caixa acústica. |
| Turbulência aerodinâmica: geometria de lâmina, hélice ou ventilação mal resolvida gera turbulência, que aparece como ruído e como queda de rendimento no processamento. |
Nenhuma dessas causas é exclusivamente acústica. Todas afetam desempenho, manutenção e durabilidade. Por isso, um projeto que reduz emissão sonora normalmente atacou balanceamento, rigidez estrutural e precisão de transmissão, e esses mesmos ganhos aparecem depois na bancada do cliente, em forma de equipamento que não afrouxa, não trepida e não exige manutenção prematura.
O que a Skymsen desenvolveu nessa direção
O histórico ajuda a entender que a decisão é antiga e continuada.
Ainda nos primeiros produtos, as batedeiras de sorvete desenvolvidas pela empresa se destacaram por não possuir caixa de óleo, solução que eliminava risco de vazamento e o descarte do produto contaminado.
Em 2011, a empresa lançou os liquidificadores com copo monobloco sem soldas e os modelos silenciosos de alta rotação, exclusivos no Brasil, com baixíssimo índice de ruído. O copo monobloco tem duas consequências diretas: a ausência de cordões de solda elimina pontos de concentração de tensão e frestas onde resíduo se acumula, o que melhora higienização e segurança alimentar, e a peça única aumenta a rigidez do conjunto, reduzindo vibração e ruído.
No mesmo período, a linha recebeu fornos industriais com tecnologia de eficiência energética e abridoras de massa de pizza voltadas à otimização de processos e à redução de desperdícios.
O reconhecimento externo veio pela premiação Smart Label, conquistada três vezes durante a Host Milano:
Innovation Smart Label para o Liquidificador Silencioso, premiado pelo design inovador e pelo baixo nível de ruído, primeira conquista da empresa na premiação.

Innovation Smart Label para a Abridora de Massa AMP-500, destacada pela agilidade operacional e desempenho no mercado profissional.

Green Smart Label para o Descascador de Batatas DB-10 em aço inox, premiado na categoria voltada à sustentabilidade, com foco em eficiência e redução de impactos ambientais.

A gestão ambiental que sustenta o produto
Produto de baixo impacto exige fábrica de baixo impacto. Os indicadores de 2025 mostram como isso é operado.
| Energia: desde 2016 a Skymsen consome energia de fontes renováveis certificadas, adquirida no mercado livre. A energia elétrica representa 91,7% do consumo total da operação. Segundo o Certificado de Energia Renovável, foram evitadas 99,01 toneladas de CO? em 2024. A intensidade energética caiu de 21,57 para 20,77 gigajoules por colaborador, redução de 3,7%. |
| Resíduos: foram investidos cerca de R$ 91,5 mil na destinação adequada de resíduos, sob o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. Das 509,6 toneladas geradas, 457,6 toneladas foram destinadas à reciclagem, o que gerou receita de R$ 177,3 mil e reduziu em 38,4% o volume enviado a aterro sanitário em relação a 2024. O índice de circularidade fechou o ano em 89,8%. |
| Efluentes: os efluentes de pintura e enxágue passam por tratamento interno com correção de pH e decantação de sólidos antes do lançamento, autorizado por Licença Ambiental de Operação e monitorado semestralmente por análises laboratoriais exigidas pelo Instituto do Meio Ambiente. Os efluentes de fosfatização, de maior potencial poluidor, são segregados e tratados externamente por empresa licenciada. No período, não houve nenhuma não conformidade em relação aos limites estabelecidos para descarte. |
| Logística e embalagem: o transporte de peças usa embalagens plásticas retornáveis do tipo KLT com berços internos em EVA, o que reduz perdas, uso de descartáveis e geração de resíduos ao longo do ciclo de vida. |
| Áreas preservadas: a empresa é detentora de aproximadamente 2,3 milhões de m² de Mata Atlântica preservada, equivalentes a 232,68 hectares no Parque Nacional da Serra do Itajaí, com retenção estimada de 69.169 toneladas de CO?. |
Esses dados compõem o pilar ambiental do relatório e estão alinhados ao ODS 7, meta 7.2, de ampliação da participação de energias renováveis na matriz energética.

O impacto do ruído dentro da sua operação
A norma brasileira que trata de exposição ocupacional a ruído é a NR-15, que estabelece 85 dB(A) como limite de tolerância para uma jornada de 8 horas, com redução do tempo permitido conforme o nível sobe. Cada aumento de alguns decibéis reduz significativamente o tempo de exposição tolerado, porque a escala é logarítmica.
Para o gestor, o efeito prático aparece em quatro frentes:
| Comunicação da equipe: ambiente ruidoso aumenta erro de pedido e retrabalho, principalmente em operações de alto fluxo com várias praças simultâneas. |
| Fadiga e rotatividade: exposição prolongada a ruído elevado aumenta cansaço ao longo do turno, com reflexo em produtividade e em permanência de equipe, tema sensível em um setor que já convive com escassez de mão de obra qualificada. |
| Experiência do cliente: em cozinhas abertas, lanchonetes, cafeterias e balcões de supermercado, o equipamento faz parte do ambiente percebido pelo consumidor. |
| Custo de manutenção: ruído crescente em um equipamento que era silencioso é sinal de desgaste em rolamento, folga em transmissão ou fixação solta. Serve como indicador de manutenção preventiva. |
Boas práticas: como avaliar ruído na hora de comprar
| 1 | Peça o nível de potência sonora em dB(A) e verifique o Selo Ruído, em vez de confiar na comparação feita de ouvido no ponto de venda. |
| 2 | Compare equipamentos na mesma condição de carga. Máquina vazia e máquina em produção têm comportamentos acústicos diferentes. |
| 3 | Verifique a construção do copo, da cuba ou da carcaça. Peça única e chapa com rigidez adequada vibram menos. |
| 4 | Avalie o posicionamento na bancada. Superfície instável ou pés desalinhados amplificam vibração de qualquer equipamento. |
| 5 | Considere o conjunto da operação. Vários equipamentos medianos ligados ao mesmo tempo somam pressão sonora no ambiente. |
| 6 | Confirme se a linha atende NR-12 e certificações compatíveis com o mercado de destino, especialmente em operações que exportam ou atendem redes com auditoria própria. |
Tendências: ruído entra na conta do projeto de cozinha
A expansão do food service brasileiro, superior a 6% em 2025 segundo o Índice de Desempenho do Food Service, veio acompanhada de formatos que aproximam produção e cliente: cozinhas abertas, ilhas de preparo em supermercado, dark kitchens instaladas em áreas mistas e operações compactas em espaços reduzidos.
Nesses formatos, o ruído deixou de ser variável ignorada no projeto e passou a integrar a especificação, ao lado de capacidade, consumo e facilidade de higienização. Fabricantes que já tratam emissão sonora como requisito de engenharia, e não como consequência aceita, saem à frente nesta especificação.
Perguntas frequentes
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O que é o Selo Ruído e quem regulamenta? O Selo Ruído indica o nível de potência sonora do produto em dB(A). Foi instituído pela Resolução CONAMA nº 20/1994, dentro do programa de controle da poluição sonora coordenado pelo IBAMA, e sua avaliação da conformidade é definida pelo INMETRO, atualmente pela Portaria nº 6/2022, com certificação compulsória para categorias como liquidificadores. Equipamento silencioso é menos potente? Não. Ruído é resultado de vibração, folga, atrito e turbulência, e não uma medida de força. Um projeto que reduz essas causas costuma manter potência e ganhar em durabilidade, porque diminui desgaste de rolamentos e afrouxamento de fixações. Os liquidificadores de alta rotação da Skymsen operam com baixo índice de ruído. Qual é o limite de ruído no ambiente de trabalho no Brasil? A NR-15 estabelece 85 dB(A) como limite de tolerância para jornada de 8 horas, com redução do tempo permitido conforme o nível sonoro aumenta. A avaliação deve considerar a exposição do trabalhador no ambiente completo, somando todas as fontes ativas simultaneamente. Por que o copo monobloco sem soldas reduz ruído? Porque a peça única elimina os cordões de solda, que funcionam como pontos de concentração de tensão e regiões de menor rigidez. Com estrutura mais rígida, o conjunto vibra menos e transmite menos ruído. O mesmo desenho elimina frestas onde resíduo se acumula, o que melhora a higienização. Como a responsabilidade ambiental da fábrica chega ao produto? Chega por decisões de projeto e de processo. Controle de corte que reduz sobra de material, energia renovável certificada desde 2016, índice de circularidade de 89,8%, embalagem retornável e tratamento de efluentes monitorado por Licença Ambiental de Operação formam a base industrial de um produto durável, eficiente e de menor impacto. |
Silêncio, no contexto industrial, é resultado de engenharia. Balanceamento correto, estrutura rígida, transmissão precisa e geometria bem resolvida reduzem a emissão sonora e, pelo mesmo caminho, aumentam a vida útil do equipamento e reduzem a necessidade de manutenção.
A conformidade com o Selo Ruído, com as regulamentações do INMETRO e do IBAMA e com a NR-12 dá ao comprador um critério objetivo de comparação. Os indicadores ambientais da fábrica, de 89,8% de circularidade a 100% de energia elétrica de fonte renovável certificada, mostram que a mesma lógica atravessa a operação inteira, do consumo de chapa ao produto entregue.
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