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Patrimônio verde: a gestão técnica de 2,3 milhões de m² de Mata Atlântica preservada
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Patrimônio verde: a gestão técnica de 2,3 milhões de m² de Mata Atlântica preservada

Manter uma área de mata preservada exige registro no Cadastro Ambiental Rural, cumprimento das condicionantes da licença ambiental, monitoramento periódico e custo de manutenção previsto no orçamento anual.
 
A Skymsen é detentora de aproximadamente 2,3 milhões de m² de áreas preservadas de Mata Atlântica, o equivalente a 232,68 hectares, localizadas no Parque Nacional da Serra do Itajaí, em Santa Catarina. O dado está no Relatório de Sustentabilidade 2025, na seção de biodiversidade.
 

Onde ficam os 2,3 milhões de m²

 
As áreas estão no Parque Nacional da Serra do Itajaí, unidade de conservação federal de proteção integral criada em 2004, em uma região representativa do bioma Mata Atlântica. Todas as propriedades estão registradas no Cadastro Ambiental Rural, o CAR, registro eletrônico obrigatório para imóveis rurais previsto no Código Florestal, a Lei nº 12.651/2012.
 
A escala fica clara na comparação com a própria operação industrial. A Skymsen ocupa uma área total de 132.000 m², com 18.500 m² destinados ao parque fabril, em Brusque. A área de mata preservada é cerca de 126 vezes maior que o parque fabril e aproximadamente 17,6 vezes maior que toda a área ocupada pela empresa.
 
A contribuição climática dessa área tem número declarado: retenção estimada de cerca de 69.169 toneladas de CO2 da atmosfera. O cálculo considera o estoque de carbono da vegetação preservada.
 
Patrimônio verde Skymsen na Mata Atlântica
 

Por que a Mata Atlântica muda o peso do dado

 
A Mata Atlântica é o bioma brasileiro com maior pressão histórica de ocupação. Ela concentra parte expressiva da população e da atividade econômica do país, o que reduziu a cobertura vegetal original a uma fração do que existia. A Lei nº 11.428/2006, conhecida como Lei da Mata Atlântica, disciplina o uso e a proteção da vegetação nativa remanescente e impõe restrição rigorosa à supressão.
 
Preservar 232,68 hectares desse bioma é uma responsabilidade que a Skymsen assume de forma contínua. A empresa mantém a vegetação nativa de pé, acompanha a área ao longo do tempo e reserva no orçamento o custo da conservação. O resultado é um trecho de bioma ameaçado que segue íntegro na mesma região onde a empresa produz.
 

O que a preservação exige em rotina

 
A manutenção da área exige rotina documentada. O relatório descreve a estrutura de controle que acompanha o compromisso ambiental da empresa.
 
Licença Ambiental de Operação: a área de implantação do parque fabril não apresenta Áreas de Preservação Permanente, conforme disposto na licença vigente. A empresa adota medidas preventivas e de controle para minimizar potenciais impactos ambientais associados às atividades produtivas.
Política de Gestão Integrada: o documento estabelece diretrizes para a redução do consumo de recursos naturais, a diminuição da geração de resíduos, a prevenção da poluição e a adoção de práticas sustentáveis, em conformidade com as condicionantes ambientais.
Programa de Monitoramento de Efluentes Líquidos: instrumento de controle que acompanha o que a operação devolve ao ambiente.
Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos: o PGRS orienta a redução, o reaproveitamento e a reciclagem nos processos produtivos.
Comitê de Sustentabilidade e 5S: criado em 2025, monitora as metas ESG, conduz diagnósticos e realiza reuniões mensais. O mesmo comitê acompanha o consumo de água medido mensalmente por hidrômetros.
 

Água: o recurso que a operação divide com o entorno

 
Uma área preservada e uma planta industrial na mesma região dividem o mesmo sistema hídrico. A Skymsen utiliza água de poço artesiano profundo, com captação regularizada por Outorga do Direito de Uso de Recursos Hídricos, destinada ao consumo humano e aos processos produtivos. O abastecimento é garantido por quatro reservatórios: três de 25 mil litros e um de 20 mil litros.
 
Os números de 2025, reportados sob os indicadores GRI 303-3, 303-4 e 303-5:
 
Volume captado: 14,5 megalitros, ante 12,8 em 2024.
Volume descartado: 12,9 megalitros, ante 11,2 em 2024.
Consumo efetivo: 1,5 megalitro, ante 1,6 em 2024.
 
O tratamento de efluentes segue três caminhos distintos. Os efluentes industriais de pintura e enxágue passam pelo sistema de tratamento interno, que faz a correção de pH e a decantação de sólidos antes do descarte. O efluente tratado é lançado no Ribeirão dos Reis, conforme autorizado pela Licença Ambiental de Operação, com monitoramento semestral por análises laboratoriais exigidas pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina. Os efluentes do processo de fosfatização, tratamento que eleva a resistência à corrosão de peças metálicas, apresentam maior potencial poluidor, são segregados e destinados a tratamento externo por empresa especializada. Os efluentes sanitários passam por tratamento biológico em fossa séptica e filtro anaeróbio, com remoção periódica por empresas licenciadas que emitem nota fiscal, certificado de destinação final e Manifesto de Transporte de Resíduos.
 
Os controles operacionais atendem aos parâmetros da Licença Ambiental de Operação, à Portaria de Consolidação nº 5 e às Resoluções CONAMA nº 430/2011 e nº 357/2005. No período de relato, a empresa não registrou nenhuma não conformidade em relação aos limites estabelecidos para descarte de efluentes.
 

Energia: a conta que acompanha a área preservada

 
O compromisso ambiental de um fabricante de equipamentos se mede também pela matriz que move a fábrica. A energia elétrica representa 91,7% do consumo energético da Skymsen, somando operações industriais e atividades administrativas, e é adquirida no mercado livre em parceria com a Comerc Energia, gestora de fontes renováveis certificadas. De acordo com o certificado, a empresa deixou de emitir 99,01 toneladas de CO2 em 2024.
 
Manter energia elétrica 100% certificada de fonte renovável é uma meta permanente declarada no relatório, alinhada à meta 7.2 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 7, que trata da ampliação da participação de energias renováveis na matriz energética.
 
O consumo total de 2025 foi de 7.102,0 gigajoules, com aumento de 1,9% em relação a 2024, em função do maior volume de atividades. A intensidade energética, calculada pela razão entre consumo total e número de colaboradores, caiu 3,7%, passando de 21,57 para 20,77 gigajoules por colaborador. O consumo cresceu em valor absoluto e caiu por colaborador, indicador de ganho de eficiência no uso de energia.
 
A parcela restante do consumo vem de combustíveis fósseis: 12.171 litros de óleo diesel em geradores e veículos da frota e 3.337 litros de gasolina automotiva, que juntos somam pouco mais de meio por cento do total.
 

O efeito dessas ações no meio ambiente

 
Área preservada, uso da água e origem da energia formam um conjunto que reduz a pressão da atividade industrial sobre a região onde a fábrica opera.
 
Os 232,68 hectares de Mata Atlântica retêm cerca de 69.169 toneladas de CO2 e mantêm de pé um trecho do bioma que sofreu a maior pressão de ocupação do país. A vegetação conservada protege o solo e os cursos de água da bacia onde a planta está instalada.
 
No uso da água, a captação é outorgada e medida mês a mês. Em 2025 o consumo efetivo caiu para 1,5 megalitro, ante 1,6 megalitro em 2024. O efluente industrial passa por tratamento antes de voltar ao Ribeirão dos Reis, com monitoramento semestral em laboratório e nenhuma não conformidade registrada no período.
 
Na energia, 91,7% do consumo vem de fonte renovável certificada, contratada no mercado livre, o que evitou a emissão de 99,01 toneladas de CO2 em 2024. A intensidade energética caiu 3,7% por colaborador, sinal de que a produção cresceu consumindo proporcionalmente menos.
 
Cada uma dessas frentes corta um impacto que a operação industrial produziria sem elas: supressão de vegetação nativa, retirada de água acima do volume autorizado, descarte de efluente sem tratamento e emissão vinda de fonte fóssil.
 

Tendências: informação ambiental entra no processo de compra

 
O relato de sustentabilidade deixou de ser peça institucional e passou a alimentar a decisão comercial. Grandes redes de food service, operadores de contratos públicos e franqueadores incluíram critérios ambientais nos formulários de homologação de fornecedor, e a exigência desce a cadeia: quem compra da rede pede o dado ao fabricante, e o fabricante pede ao fornecedor de aço e de motor.
 
A própria Skymsen assumiu a meta de integrar critérios ESG na seleção e avaliação de fornecedores até o segundo semestre de 2026, alinhada à meta 12.6 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 12.
 
O passo seguinte declarado no relatório é o clima. A Skymsen está estruturando a Análise de Riscos e Oportunidades de Processos Internos, que incorporará a perspectiva climática à gestão de riscos corporativos, alinhada às práticas internacionais de reporte climático. Nessa frente entram temas como o inventário de emissões de gases de efeito estufa, que mede a pegada de carbono da operação e serve de base para metas de redução. Para os riscos físicos de eventos climáticos, a empresa mantém apólices de seguro que cobrem vendaval, ciclone, granizo, desmoronamento e perda de lucro por paralisação.
 

Perguntas frequentes

 
Quanta área a Skymsen preserva?
Aproximadamente 2,3 milhões de m² de áreas preservadas de Mata Atlântica, o equivalente a 232,68 hectares, localizadas no Parque Nacional da Serra do Itajaí, em Santa Catarina. Todas as propriedades estão registradas no Cadastro Ambiental Rural.
 
Quanto carbono essa área retém?
A retenção estimada é de cerca de 69.169 toneladas de CO2 da atmosfera, conforme o Relatório de Sustentabilidade 2025.
 
A fábrica fica dentro de área de preservação?
A área de implantação do parque fabril não apresenta Áreas de Preservação Permanente, conforme disposto na Licença Ambiental de Operação vigente. A planta ocupa 18.500 m² dentro de uma área total de 132.000 m², em Brusque, Santa Catarina.
 
De onde vem a água usada na produção?
De poço artesiano profundo, com captação regularizada por Outorga do Direito de Uso de Recursos Hídricos. O abastecimento conta com quatro reservatórios, três de 25 mil litros e um de 20 mil litros, e o consumo é monitorado mensalmente por hidrômetros.
 
A energia usada pela Skymsen é renovável?
A energia elétrica responde por 91,7% do consumo energético e é adquirida no mercado livre em parceria com a Comerc Energia, gestora de fontes renováveis certificadas. Manter 100% de energia elétrica certificada de fonte renovável é meta permanente da empresa.
 
Onde esses dados estão publicados?
No Relatório de Sustentabilidade 2025 da Skymsen, elaborado sob as diretrizes da Global Reporting Initiative. Os dados de biodiversidade estão reportados nos indicadores GRI 101-1, 101-2 e 101-4.
 
Área de Mata Atlântica preservada pela Skymsen
 
Os 232,68 hectares preservados existem dentro de uma estrutura: registro no Cadastro Ambiental Rural, condicionantes de Licença Ambiental de Operação, outorga de uso de água, monitoramento semestral de efluentes exigido pelo órgão ambiental estadual, comitê que se reúne mensalmente e indicadores publicados sob as diretrizes GRI.
 
Esse compromisso acompanha cada equipamento que sai da fábrica. O mesmo cuidado com a mata, com a água e com a energia está na linha de produção que entrega o moedor, o liquidificador e a fatiadora para a sua operação.
 
Se é Skymsen, pode confiar.
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